Páginas

Páginas

quinta-feira, 9 de julho de 2026

👷Câmara aprova fim da tarifa mínima de água e esgoto

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo nos serviços de água e esgoto. A proposta, de autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e relatada por Kim Kataguiri (Missão-SP), segue agora para análise do Senado.


O que muda

- Hoje, muitas concessionárias cobram uma franquia mínima: mesmo que o usuário consuma menos água, paga por um volume fixo.  

- O projeto substitui essa lógica por uma tarifa composta de duas partes:

  - Parcela fixa: cobre custos de infraestrutura e disponibilidade do serviço.  

  - Parcela variável: depende do consumo real de cada usuário.  


Segundo Kataguiri, o modelo atual penaliza famílias de baixa renda e quem consome pouco, além de incentivar desperdício. Ele compara: “Em vez de uma consumação mínima de R$ 50 no bar, quem não consome nada paga apenas R$ 15 pela disponibilidade”.


Exemplos e aplicação

- Concessionárias de estados como Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal já usam esse modelo.  

- Em condomínios, cada unidade pagará a tarifa fixa, mesmo que haja hidrômetro único.  

- Para o esgoto, a regra será igual: tarifa fixa + variável, sem franquia mínima.  

- Quem usa fontes alternativas de água também terá cobrança de esgoto conforme normas da Agência Nacional de Águas (ANA).


Transição

- As empresas terão até 4 anos para se adaptar às novas regras.  

- A mudança deve ocorrer preferencialmente na próxima revisão tarifária.  

- Será exigido estudo de impacto socioeconômico para garantir equilíbrio financeiro dos contratos.  

- A lei entrará em vigor 180 dias após publicação, sem efeito retroativo.


👉 Em resumo: o projeto busca mais justiça social e ambiental, cobrando apenas pelo que é efetivamente consumido, mas mantendo uma taxa fixa para garantir a sustentabilidade dos serviços.